ago
É preciso fazer alguma coisa a este espaço!
jul
"Put your hands up!"
Esta tem sido a minha companhia nos últimos dias nas minhas viagens de carro. Kylie Minogue volta ao pop-pastilha-elástica que cola e não sai da cabeça. "Aphrodite" pode não ser uma pastilha de mentol refrescante e de fazer levantar voo, mas é docinho, com sabor a morango e altamente viciante. Sem dúvida que o momento alto é o início, no super-oh-my-god-i-love-that-single "All The Lovers" (vídeo em cima, altamente recomendado) e depois é dançar sem parar. Momentos orelhudos na faixa que dá nome ao álbum (cheira a 80s) e na minha favorita "Put Your Hands Up" fazem sempre voltar atrás e ouvir de novo. Não há músicas hipnóticas como a "The One" do anterior "X" mas vicía na mesma. Sabe a Verão, sabe a calor e sabe a divertimento. Dizem que a menina voltou à pista de dança. Pergunto eu: será que alguma vez de lá saiu?
jun
Acordado mas a dormir
Não sou nem nunca fui a pessoa com o sono mais pacífico do mundo. Mexo-me, viro-me com mais ou menos violência, falo, etc etc. Nas últimas semanas tenho sofrido mais regularmente de um outro fenómeno, já experienciado antes mas de forma mais intermitente. É assustador. Cérebro e sentidos completamente despertos (ouço tudo à minha volta) mas corpo totalmente imobilizado e a dormir. Graças ao Google, Wikipédias e afins já sei o que é esta "coisa" que me tem vindo a assustar. Paralisia do Sono. É uma sensação assustadora, pensar em mexer os braços, as pernas, abrir os olhos e total inacção. Falta de ar mas respiração profunda de sono. Demoro uns quantos segundos a sair do transe e o mais bizarro é quando acontece logo após adormecer. Como se o cérebro e corpo deixassem de estar em sincronia... Até agora pensava que estava a ter um início de um AVC ou de qualquer coisa cerebral. Assim fico mais descansado... :P
POR: B (19:02) | LINK
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| Último comentário por nikita
abr
Hey!
Domigos não são bons dias para visitas inesperadas às 10h30 da manhã à porta de casa.
abr
Costumava ter medo de estar bem. De me sentir bem. Já não tenho e estou bem. :-)
POR: B (15:38) | LINK
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| Último comentário por nikita
fev
Para abrir o apetite...
... mesmo antes de mais uma refeição. Carne(s) para o jantar? ( Ok, ok. Piada brejeira :-P )
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jan
Conflitos

O meu corpo, a minha cabeça e o meu coração estão desligados uns dos outros. São peças que agora não encaixam muito bem. Procuro conforto nalgum lado mas está difícil. O meu coração sente imenso e continua a bater com dificuldade e a tentar lutar sem desistir mas continua a ser arremessado para longe por mãos de terceiros. A minha cabeça está cheia de palavras e preocupações, lógicas sem sentido e ruídos. E o meu corpo está cansado de andar, correr, parar, rodar, virar e ser amassado. Tudo soa a falso, a hipocrisia, a fraqueza, a cobardia. Até as minhas palavras soam a isto tudo. São "is" desfocados e sem pontos. Quero parar. Shutdown. Reboot. Realinhar as minhas partes. Reencontrar a força e cortar, esfolar e desfazer o que não me faz bem. Mas há vícios tão entranhados. Tantos interesses e desinteresses misturados numa pápa bolorenta e mal cheirosa que nem dá para pensar. Até o barulho das teclas do computador me irrita. A música irrita-me. A respiração irrita-me. A televisão irrita-me. A distância irrita-me. A negação irrita-me. A mentira irrita-me. A verdade irrita-me. Tudo me irrita. E sempre, sempre, sempre, sempre, a cada final de dia ultimamente a mesma pergunta na cabeça: para quê continuar a tentar?
dez
Epifania
Às vezes não é preciso alguém dizer-nos as coisas. Às vezes acordamos, abrimos os olhos e sabemos.
dez
Fracasso
Sou um fracasso. Pronto, está dito. Tenho andado em maré de falha. Falho no trabalho, falho com amigos, falho com família, falho em casa, falho nos meus sentimentos, falho-me. Tudo se parece estar a desmoronar, porque dei um empurrão para isso acontecer. Uma espécie de sabotagem cíclica e constante. Olho à volta e vejo um enorme contrato temporário. Nada é consistente. A minha atenção está baixo. A minha energia está em baixo. O meu dinheiro está em baixo. A minha dedicação está em baixo. Não consigo respirar. Não consigo melhorar. Não consigo nada. Sou um fracasso.
POR: B ( 0:55) | LINK
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| Último comentário por Wagner
dez
out
Being B!

Nos últimos dias, por razões desconhecidas, cruzei-me pessoalmente com diferentes pessoas em diferentes ocasiões que me disseram "o que é feito do teu blog?". Bom, ele ainda aqui está. Eu ainda aqui estou. Ainda abro o editor de posts na esperança que saia alguma coisa. Simples, clara e que resuma o meu estado de mente. Mas a verdade é que não sai nada. Não por ausência de coisas por dizer, nem sequer por falta de vontade... mas... não sai. O que tenho feito bastante é reler. Reler e reler posts para me ajudar a ganhar perspectiva. É a minha espécie de viagem ao passado ao estilo de "Being Erica" - série de TV que ando a consumir a um ritmo acelerado. É uma daquelas séries muitos simples em forma e conceito mas que de alguma maneira se entranha e nos faz pensar um pouco no final. Claro que não tenho nenhum Dr Tom a ajudar-me a regressar ao passado e a corrigir ou melhorar as coisas que eu fiz, mas (e voltando ao mundo real) posso passar pelo que escrevi e perceber quem fui, pensar em quem sou e definir quem quero ser. E não é sempre fácil, mas às vezes ajuda a desfazer um bocado o puzzle e a perceber que estou onde é suposto estar. Que entre curvas e contra-curvas pareço estar a chegar a algum lado. Dia após dia. Brave baby steps. Ainda a descobrir novos caminhos e ainda a desiludir-me com o mundo e com as pessoas e ainda a deixar outras tantas desiludidas também. Nem sempre podemos ser responsabilizados pelas armas que nos colocam nas mãos e que inevitavelmente temos de disparar para seguir em frente. Às vezes é inevitável magoar. Às vezes as coisas arrumam-se por elas mesmas sem grande esforço da nossa parte. Outras vezes só se arrumam após anos e anos de esforço e paciência. Tem sido um longo caminho nem sempre compreensível aos olhos de todos. Continuará a ser assim. Mas no final da viagem espero dizer: vim de single white male a happy white male (single ou nem por isso).
set
Celebration
Há uma cláusula no contrato deste blog que me obriga a publicar os vídeos da Madonna. Gosto mais da versão não remixada :-P
ago
Direcções
Quanto mais penso, quanto mais tento, quanto mais me mexo mais me sinto incomodado. Há uma enorme nuvem negra que teima em voltar, instalar-se, chover o que lhe apetece e desaparecer sadicamente durante uns tempos para depois regressar em força para relembrar a verdade que se vai tentando esquecer: não está tudo bem. Não está, nem tão pouco se avizinha que esteja. Nunca é o fim do mundo. O barco vai-se levando ao longo da tempestade. Mas por vezes, por segundos ou minutos (e em piores alturas - horas e dias) dá vontade de largar o leme. A inércia corrompe os meus dias e a minha vontade de trabalhar. Somam-se situações, confusões, pessoas e sentimentos que não se ligam, encaixam, arrumam ou ignoram com facilidade. Tenho 27 anos. Gostava de ter 17! Gostava de sentir a inconsciência da adolescência, aquela altura em que é tudo intenso mas breve e pouco pensado. Se sair bem saiu. Se sair mal paciência. Agora dou comigo sempre a pensar nas mil ramificações que cada movimento provoca. Dou comigo a pensar na pessoa X que está ligada à pessoa Y que por sua vez conhece a pessoa Z e que se sente de maneira A que me faz sentir de maneira B e que obriga a outro qualquer ser humano algures se sinta de forma C. E no meio da chuva, da trovoada, do barulho não me consigo ver. Simplesmente não me consigo ver. Não sei bem o que quero ou o que não quero. Não sei o que esperar dos outros porque eventualmente não sei o que esperar de mim. E a inércia, aquela que me leva a vontade de trabalhar, agarra-me também com força e não me deixa gritar. A minha armadura sempre foi pesada. Tornou-se menos complexa, com menos partes e talvez menos eficiente ao longo dos tempos. Mas nunca menos pesada. Estou a divagar e não sei o que estou a dizer. Nada faz sentido. É isso mesmo. Nada faz sentido. Apetece-me encostar o carro. Descer o vidro e pedir direcções. Mas um homem crescido não faz isso. Ever.
jul
Porque o calor continua...
Baby. Baby. Baaaaby.
POR: B (18:01) | LINK
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| Último comentário por casccalense
jul
Não gosto...
... desta sensação de a vida ser demasiado grande e intensa, e ao mesmo tempo, pequena e sem graça.
jul
Só porque está calor...

... e sem roupa é mais fresquinho!
jul
Concertos
Sequência de alguns concertos nas últimas semanas dos quais vale a pena falar. No início do mês, mais precisamente dia 4, tivemos uma Kylie Minogue com pavilhão atlântico a meio gás (uma vergonha sendo esta a primeira visita da "miúda" ao nosso país). E quem não foi perdeu, porque foi um concerto MUITO bom. Só com paragens para recuperar fôlego entre passinhos de dança e muitos saltos. Desde a abertura com a Speakerphone (interpretação ao vivo que me fez olhar para a música com outros ouvidos e na qual estou viciado) até ao final rematando com Love At First Sight e fitinhas douradas na I should Be So Lucky a levar o pavilhão ao rubro. Devíamos ter todos tanta sorte em ver concertos assim. :-)
Ontem, foi dia de Super Bock Super Rock (uma estreia no campo dos festivais aqui para o B!), e, deixem-me que vos diga, devia ter treinado o modo festival quando era mais novo. Estou exausto. Passámos por uma Brandie Carlile que já é uma habitual por cá (aparentemente é a quarta vez) que usou o seu trunfo The Story (pau de dois bicos, pois se por um lado lhe permitiu sucesso por cá graças a um anúncio da Super Bock - e a música até é girinha, por outro lado foi repetida nesse mesmo anúncio para além do limite do suportável e a única forma de sobreviver a mais uma audição é gozando com a berraria que se passa pelo meio da música) e ainda animou o pessoal com covers de Radiohead ("Creep") e de Leonard Cohen ("Hallelujah"), depois uma banda que me escapa o nome e que foi vivida a comer farturas na bancada superior e em preparação para o concerto da meia noite, o concerto da Duffy (com um longo cabelo loiro, olhos semi-cerrados em jeito de sex symbol, e parecenças com a Pamela Anderson - juro que pensei mesmo isto) que lá agradou a multidão com os seus hits Warwick Avenue (já por aqui passou) e claro Mercy (com direito a um "everybody dance now!"), que felizmente calou durante alguns minutos duas espanholas irritantes que falavam altíssimo sobre tamanhos de pénis e gravidez na adolescência.
E claro o grande momento pelo qual a maioria do público esperava aconteceu perto da meia-noite com The Killers e um giríssimo Brandon Flowers a entrar em palco e provocando o quase esmagamento com Human cantada numa só voz por toda a gente. Entre calor, saltos, suor e mau cheiro - para minha grande surpresa - toda a gente a cantar TODAS as música, até as mais escondidinhas do último álbum. Mias para meio o delírio com "Spaceman" que deu direito a interrupção no início da música seguinte (Dustland Fairytale) para uma repetição inesperada que muito agradou toda a gente. Tocaram as minhas favoritas também: The World We Live In, Read My Mind e - com direito a telefonema para um amigo - All These Things That I've Done a provocar lagriminha no canto do olho. Ficou a promessa de regresso em breve e as desculpas por ter demorado tanto tempo. Brandon, estás perdoado. É sempre um prazer ter-te por cá. :-)
Venham mais concertos. :-D
jul
Hoy aunque todo siga igual
Y me mandes a callar diciéndome
Que tienes que dominar
O será el final
Y yo no puedo así
No tengo armas para enfrentarte
Pongo mis manos, manos al aire
jul
That Particular Time
My foundation was rocked. My tried and true way to deal was to vanish. My departures were old. I stood in the room shaking in my boots. At that particular time love had challenged me to stay. At that particular moment I knew not run away again. That particular month I was ready to investigate with you. At that particular time. We thought a break would be good for four months we sat and vacillated. We thought a small time apart would clear up the doubts that were abounding. At that particular time love encouraged me to wait. At that particular moment it helped me to be patient. That particular month we needed time to marinate in what "us" meant. At that particular time. I've always wanted for you what you've wanted for yourself. And yet I wanted to save us high water or hell. And I kept on ignoring the ambivalence you felt. And in the meantime I lost myself. In the meantime I lost myself. I'm sorry I lost myself... I am. You knew you needed more time. Time spent alone with no distraction. You felt you needed to fly solo and high to define what you wanted. At that particular love encouraged me to leave. At that particular moment I knew staying with you meant deserting me. That particular month was harder than you'd believe but I still left at that particular time.

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