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Sessão Dupla King Kárdica


A minha paixão pelo Underworld é uma daqueles guilty pleasures que não se explicam. Por alturas da estreia do primeiro filme da série, lembro-me de estar a ver o Cine XL na Sic Radical e ver a cena em que a vampira Selene dispara sobre o chão à sua volta de forma a fazer um buraco para fugir dos Lobisomens que a estavam a perseguir. Achei que aquela cena tinha um encanto especial. O estilo Matrix e a forma estilosa e croma da Kate Beckinsale ganharam um fã e arrastei então uns amigos para verem o filme comigo. É evidente que tive de ouvir as reclamações por os ter levado a ver um suposto filme mau. E assim, chegamos à estreia do segundo capítulo da série, com o subtítulo "Evolution". Desta vez não arrastei ninguém para o cinema (já aprendi a minha lição ;) e as minhas companhias queriam também ver o filme. Os lugares não foram os melhores. Ver o filme na terceira fila pode seriamente causar náuseas e ardor nos olhos... O filme é mais do mesmo com um orçamento maior, o que, neste tipo de filme pipoca-let's-have-fun não faz mal nenhum. O guião é complicado e às vezes leva-se demasiado a sério. As cenas de acção são muito cool (a cena da Selene a desviar-se dos tiros é linda!) e os efeitos especiais são aceitáveis. No fundo este filme tem tudo para ser um sucesso igual ao anterior. A Kate é estupidamente hot. O Scott Speedman é hot q.b. e tem imensas cenas de pointless-shirtless. Os dois envolvem-se mais... hum... intimamente numa cena um pouco arriscada mas hot também. E pronto. Gostei. E minha paixão pelo Underworld não se explica.


Há quanto tempo eu não via a Calista Flockhart? Desde a última vez que vi uma reposição da Ally Mcbeal certamente. A Sra Harrison Ford está mais velhota e está muito bem como ser torturado pelos erros do passado neste novo filme de "terror", Frágeis. A fórmula é a do costume, sem nenhum desvio. Um hospital prestes a ser fechado. Crianças atormentadas e uma menina especial. Um piso abandonado. Acontecimentos maus no passado. O paranormal. O twist final. Assim de repente este filme é extremamente semelhante ao Dark Water, talvez devido à personagem central atormentada e ao tema crianças que vêem pessoas mortas. Na sala estavam dois individuos que saltitavam entre o incomodo e o engraçado. Gemiam e gritavam de susto e susurravam "não vás por aí dama! Foge!". Enfim. Frágeis é mais uma boa adição ao género horror, com uma boa personagem principal, uns sustos aqui e ali, algum gore e alguns fucks (estranho ver a Ally...perdão... a Calista a dizer "Fuck"). As gargalhadas da plateia na alegoria "bela adormecida" no final é que eram dispensaveis. Mas enfim.









