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Às vezes, durante a viagem para casa, pelas estradas desenhadas com tinta branca e buracos, é difícil não deixar os pensamentos intrusivos (um conceito que aprendi há pouco tempo) tomarem conta da cabeça. E é sempre nessas alturas que dá uma música no rádio que parece encaixar-se em tudo o que estamos a pensar. E então, eu canto o que estou a pensar, por vezes com sotaque brasileiro: Em paz, eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante. Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante.









