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Tudo à nossa volta são escolhas. Ir pela esquerda, pela direita, acordar mais cedo ou mais tarde, este ou aquele caminho. Algumas dessas escolhas acabam mais ou menos no mesmo sítio, e podem ter pouca influência no rumo das coisas. Outras, no entanto, podem conduzir-nos para sítios totalmente diferentes, às vezes piores do que gostariamos que fossem. E por mais que queiramos refazer as coisas ou recontar a nossa história, na maioria das vezes isso não é possível. As escolhas que nós fazemos e que os outros fazem à nossa volta, são como uma pedra que é atirada para um lago. Lançam ondas e influenciam tudo em redor. E mesmo quando eventualmente tudo parece mais sossegado, os movimentos e oscilações da água nunca são exactamente os mesmos. Não se pode 'desatirar' ou 'deslançar' a pedra. Talvez seja por isso que esses verbos não existem. Porque simplesmente não fazem sentido.









