jun
Não.
Hoje envolvi-me numa semi-discussão com uma amiga porque desliguei o rádio do carro quando a animadora começou a dizer que portugal hoje ia colher tulipas e mais baboseiras patriótico-desportivas relacionadas com o jogo de hoje. Dizia-me ela que eu era muito radical e extremista em relação a tudo isto do futebol. Pois bem. Sou de facto, mas não tenho de ser outra forma. Não tenho de ceder à peer-pressure de acompanhar os jogos. Não tenho de colocar bandeirinha. Não tenho de achar que o nosso país é o melhor (não é). Não tenho de ouvir disparates entre as músicas que gosto na rádio. Não tenho de ver os mil anúncios que giram à volta do futebol. Não tenho de ter conversas sobre futebol e sou livre de as abandonar se quiser, sejam elas com familiares, amigos, conhecidos ou desconhecidos. Irrita-me esta paranóia generalizada. Irrita-me o ir na onda. Por isso, não impeço ninguém de o fazer, mas sou livre de não querer ir também. E pronto. Aqui fica um post anti-hype para alimentar mais um bocadinho o hype.









