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No outro dia ia no metro (o que me relembra que estou de volta aos transportes públicos... sigh) e pus-me a olhar para a cara das pessoas que seguiam em pé ou sentadas nos bancos à volta. Tinham todas um ar completamente exausto, gasto e triste. Parecia que tinham um peso enorme sobre elas, e era como se o metro as estivesse a arrastar em vez de transportar. Não sei explicar. O que eu sei, é que segundos depois, no momento em que o metro fechava as portas ao som da música que eu estava a ouvir, percebi que também eu fazia parte daquela paisagem. Que também ia ali dentro, exactamente com os mesmos olhos e o mesmo rosto, a ser arrastado por uma carruagem dentro dos túneis sob a cidade. E então fechei os olhos enquanto pensava no dito popular: "longe dos olhos... longe do coração".









