ARQUIVO INDIVIDUAL


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15
ago

(...)

"... ao fundo, não se consegue ver o ponto onde o rio se deixa morrer nos braços do mar. Só se avistam os barcos que rasgam o Tejo quando se aproximam mais da ponte. Lisboa está mergulhada numa neblina misteriosa. Claro que quando se usa o nariz, a neblina perde o mistério e passa apenas a ser fumo. Fumo e mais fumo vindo dos incêndios que devoram os pinhais fora da cidade. Encosta a cabeça no apoio do banco. A ponte zumbe por baixo do carro e no telemóvel ainda pisca o envelope da mensagem. Ricardo pousa-lhe a mão na perna, mesmo antes do joelho. Viajam em silêncio. Os cabos de aço vão passando ritmadamente na paisagem enquanto ele continua a olhar pela janela e a pensar naquela paixão que se reacendeu como um fogo de verão."

(...)

POR: B (16:48) | ARQUIVADO EM: Moleskine (Ficção) |

Comentários:
x4x_it disse:

=)

Em: agosto 15, 2006 5:39 PM
nikita disse:

Lindo!
Um texto pequenino e terno. Adorei.

Em: agosto 16, 2006 10:57 PM

Curto, simples e muito bonito ;)

Keep Goin'! ^^


Hugz :)


P.S. - A ver se passo cá mais vezes... gostei do que vi ;)

Em: agosto 17, 2006 5:38 AM