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... porque com ele era mesmo assim. Sempre no controlo da situação. No primeiro encontro o sorriso confiante e os olhos fixos na presa. Ao primeiro beijo a primeira dentada, a presa ainda se debate, ainda pode fugir. No sexo pela primeira vez já o domínio sobre o corpo alheio sem resistência. Sempre assim. Com todos. Excepto um. Onde foi ele que se deixou levar. Mas é a excepção que confirma a regra. Agora, neste momento, com este novo estranho chamado Ricardo é como sempre foi. Sente o calor da pele dele. As defesas a baixar. Posou-lhe a mão no pescoço e ele fechou os olhos e fez pender a cabeça mais para o lado. Quase sente que consegue meter a mão dentro do corpo dele neste estado de vulnerabilidade. És meu. O pensamento consciente de que está a dominar rodopia na cabeça. Excita-o. Sim, és meu! Aqui. Nestes corredores confusos. No meio destes doentes e acidentados. Por baixo destas placas de direcção com setas e nomes de especialidades médicas. Aqui, embriagado por este típico cheiro de hospital, apanhei-te. És meu!
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