ARQUIVO INDIVIDUAL


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abr

(...)

... porque com ele era mesmo assim. Sempre no controlo da situação. No primeiro encontro o sorriso confiante e os olhos fixos na presa. Ao primeiro beijo a primeira dentada, a presa ainda se debate, ainda pode fugir. No sexo pela primeira vez já o domínio sobre o corpo alheio sem resistência. Sempre assim. Com todos. Excepto um. Onde foi ele que se deixou levar. Mas é a excepção que confirma a regra. Agora, neste momento, com este novo estranho chamado Ricardo é como sempre foi. Sente o calor da pele dele. As defesas a baixar. Posou-lhe a mão no pescoço e ele fechou os olhos e fez pender a cabeça mais para o lado. Quase sente que consegue meter a mão dentro do corpo dele neste estado de vulnerabilidade. És meu. O pensamento consciente de que está a dominar rodopia na cabeça. Excita-o. Sim, és meu! Aqui. Nestes corredores confusos. No meio destes doentes e acidentados. Por baixo destas placas de direcção com setas e nomes de especialidades médicas. Aqui, embriagado por este típico cheiro de hospital, apanhei-te. És meu!

(...)

POR: B ( 1:39) | ARQUIVADO EM: Moleskine (Ficção) |

Comentários:
jobé disse:

gosto do teu blog.
gosto da tua maneira de ser.
um abraço. fica bem. bom fim-de-semana.

Em: abril 27, 2007 2:51 PM
Nikita disse:

Quê???!!!
Apaixonaste-te por um médico? Enfermeiro? Director do Hospital? ....

Em: abril 28, 2007 1:14 PM
B disse:

Obg Jobé. ;)

Não Nikita. Mais uma vez relembro que isto é ficção. Categoria "Moleskine" significa ficção. Tome nota.

Em: maio 3, 2007 12:13 PM