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A montra virtual
Fiz uma nova incursão pelo mundo dos perfis online. Criei um perfil no gaydar, fiz upload de fotos, escrevi as coisas de que gosto, meia dúzia de palavras aqui e ali. E depois do divertimento inicial das mensagens para lá e para cá, das rejeições e das aceitações do costume encontro-me novamente a olhar para aquilo e não saber o que lhe fazer. Cada mensagem recebida é um encolher de ombros. Não sei o que responder. Não que seguimento dar. Tenho sempre esta sensação de desligamento com a coisa. Aquela sensação fria da artificialidade. Não me entendam mal, continuo a achar que estas "redes sociais", neste caso concreto o gaydar, são muitas vezes como um dia claro em que se vê com nitidez a outra margem do rio numa estação normalmente envolta em nevoeiro em que não se sabe muito bem o que é o quê e quem é quem. Ainda assim, nada daquilo me faz muito sentido e é-me realmente confuso. Acabo a achar tudo aborrecido e desinteressante como sempre. Não vou para aqui dizer que gosto do desconhecimento. Afinal de contas tenho este blog deste sabe-se lá quando e nunca fiz muita questão de o manter secreto (embora confesse já ter tido os meus momentos de pânico), mas talvez me sinta mais à vontade dentro da loja e não muito bem logo na montra. Sabe-se lá o que estou eu para aqui a dizer. *shrug*









