ARQUIVO INDIVIDUAL


NAVEGAÇÃO: Anterior | Seguinte | Regressar à Página Principal
27
mai

(...)

Vivermos dentro da vida dos outros da forma mais transparente e facilitadora possível é uma arte perigosa. Porque é fácil deixarmos de pensar em nós. Deixarmos de nos preocupar connosco. Deixar de saber o que queremos e no que não queremos. O que podemos e não podemos sentir. É como perder a identidade de vez em quando. Vamos desligando os interruptores um a um. Levantando menos e menos ondas. Vamos deixando ir até ao ponto de sermos um acessório, uma coisa. Deixamos de ser uma pessoa e passamos a ser um objecto que pode ser agarrado e largado à vontade dos outros. A vontade dos outros comanda. Depois instala-se a sensação de desligamento. Como se o mundo todo estivesse do lado de lá da janela. E a falta de auto-respeito agrava-se. A auto-valorização desaparece. E fica apenas o desejo de apagar de vez a luz, no acto mais egoísta e mais radical possível. Sem alarmes e sem surpresas.

(...)

POR: B (17:38) | ARQUIVADO EM: Moleskine (Ficção) |

Comentários:
desenho. disse:

por favor não apagues essa luz. :/ sabes que há mta gente que nem sequer a luz acesa algum dia viu. é cíclico, é o sistema, you're brave but you're chicken shit, por isso acredito que ñ apagarás essa luz, sabes que depois da frustração de mais uma vez ñ a teres apagado voltarás a sentir-te bem. sem como nem porquê, mas assim será.

Em: maio 27, 2008 8:46 PM
Nikita disse:

Concordo contigo - esse tipo de relações são perigosas e ( mesmo sem apagar a luz definitivamente) pode ficar-se muito mal... DEFENDE-TE! ;)

Em: maio 29, 2008 4:20 PM
VF disse:

verdade verdadinha...

Em: maio 30, 2008 11:43 AM