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Sou uma alavanca. Sou um animal de estimação. Sou toda a impossibilidade que faz andar a possibilidade. Sou uma almofada onde cair. Sou um placebo, um substituto. Sou reciclado vezes sem conta até perder a identidade. Sou um segredo. Sou fácil. Sou confuso. Sou invisivél invisível. Sou todas as coisas erradas. E por isso tenho de respirar fundo antes de falar e de me mexer. E por isso me é fácil ouvir alguém. Por isso estou sempre lá. Por isso me falham as forças. Por isso choro antes de dormir. Por isso não quero acordar. Por isso sinto esta fúria. Por isso sinto esta frustração.









